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Da boneca de pano ao celular

  • 14 de jun. de 2022
  • 2 min de leitura

Atualizado: 29 de jun. de 2022

Brincadeiras mudam com o passar de cada geração


Soraya dos Santos Leite

Toda criança passa a se desenvolver a partir de brincadeiras. Mas, desde a época dos avós, o jeito de brincar vem mudando. Bonecas que antes eram de pano, hoje são de última geração, comem e até mesmo falam.

Maria Olívia Rodrigues, representante comercial, 49 anos, relata que, como viveu na zona rural em sua infância, costumava brincar muito, ao ar livre, de correr, pega-pega e amarelinha. A maioria de seus brinquedos era artesanal. "Fazíamos gangorras, que era pregar uma madeira em cima de outro toco. Uma pessoa sentava de um lado e a outra do outro, aí ficávamos rodando. Outras também, como pular corda e desenhar amarelinha no chão".

Nascida e criada em Imperatriz, Simone Muniz, dona de casa, 45 anos, conta que cresceu em área urbana e sempre brincava muito em grupos na calçada de casa. Lembra-se de brincadeiras como “cai no poço”, “bom barquinho” e pular corda. Ela e suas amigas criavam seus próprios brinquedos com materiais recicláveis, como cordas e latas de leite vazias para fazer pernas de pau. Além das bonecas de pano, que as suas próprias mães confeccionavam.

Lucinete Rodrigues, pedagoga do ensino público de Imperatriz e Açailândia, acredita que é muito importante o contato infantil com o universo das brincadeiras. “A criança que não brinca é estressada, ela não consegue se desenvolver, fazer amizades. Então aquela que é acostumada a brincar, que os pais tiram um tempo pra levar em um parquinho é diferente. Ela se desenvolve mais, se socializa bem’’, explica.


Cada vez mais a tecnologia ocupa espaço na rotina da criançada. Já não se vê mais as brincadeiras tradicionais como rodar pneu de bicicleta ou bambolê com um pauzinho, bolinha de gude, pião ou cantigas de roda. Hoje, elas preferem celulares e tabletes com internet.


Fernanda Delmondes, estudante que foi criança nos anos 1990, conta que não havia tecnologias disponíveis. Se pudesse mudar algo na atual infância do irmão mais novo, Renato, de cinco anos, seria justamente este aspecto. "Tiraria a internet, porque ele fica mais vendo vídeos de crianças brincando, do que ele mesmo sair e brincar. Porque antes não tinha isso, era só brincadeira mesmo. E só entravámos em casa quando a mãe chamava".

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